Primeiramente, gostaria de agradecer a sua visita! O objetivo principal deste instrumento, é que seja um aliado para troca de informações, bem como divulgação de conhecimentos relacionados á Fisioterapia Neurofuncional e áreas afins. Fiquem a vontade para escrever, fazer críticas, sugestões, ou mesmo entrar em contato. Obrigado! Gustavo Denti
quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
AUTISMO - TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO (T.I.D.)
A palavra vem do grego “autos”, que significa “si mesmo” referindo-se a alguém retraído e absorto em sim mesmo.
O autismo é o mais grave distúrbio da comunicação humana. É um transtorno do desenvolvimento e pode ser definido pelo comprometimento da chamada tríade, ou seja, as três áreas nobres do desenvolvimento humano: a comunicação, a interação social e a imaginação. Normalmente aparece durante os três primeiros anos de vida, podendo não ser evidenciados aos pais, dependendo de sua conscientização e gravidade da doença.
Foi definido em 943 por Leo Kanner, psiquiatra austríaco residente em Baltimore, EUA. Mas somente em 1980, no DSM-III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 3ª ed.), foi reconhecido como uma condição clínica distinta. Antes disso as crianças recebiam o diagnóstico de esquizofrenia infantil. De acordo com a definição de Kanner, ocorre em aproximadamente em 5 a cada 10.000 nascimentos.
A ocorrência é três vezes maior, se for utilizada uma definição de autismo mais ampla, englobando também casos com níveis variados de comportamento muito próximo ao do autista. O autismo é quatro vezes mais comum no sexo masculino, têm sido encontrados em todo o mundo, em famílias de todas as etnias e classes sociais .
Segundo Kaplan e Cols. (1997), o autismo pertence ao grupo dos transtornos invasivos de desenvolvimento (T.I.D.). Esses transtornos se traduzem por um grupo de condições psiquiátricas nas quais as habilidades sociais, o desenvolvimento da linguagem e o repertório comportamental esperados não se desenvolvem adequadamente ou são perdidos no início da infância e geralmente afetam várias áreas de desenvolvimento causando disfunções persistentes.
O transtorno autista (autismo infantil) é o mais conhecido dos transtornos invasivos do desenvolvimento, é caracterizado por “comprometimentos persistente nas interações sociais recíprocas, desvios na comunicação e padrões comportamentais restritos e estereotipados”.
Estatisticamente, no Brasil, devem existir de 65.000 a 195.000 autistas, baseado na proporção internacional, já que nenhum levantamento deste tipo foi realizado.
O autismo é um problema que afeta profundamente toda a família, que a partir de chegada de uma criança autista, precisa modificar profundamente todos os seus hábitos de vida, bem como receber apoio emocional para conviver com a síndrome.
Considerando ainda a falta de informação e a escassez de tratamento especializado para este mal, o problema toma proporções maiores.
SINTOMAS
Segundo o DSM-IV, (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª ed.), as características essenciais desse transtorno são um desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interação social e comunicação e um repertório marcadamente restrito de atividades e interesses. As variações dos transtornos dependem do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
O prejuízo na interação social é amplo e persistente , havendo um comprometimento marcante no uso de múltiplos comportamentos não verbais (contato visual direto, expressão facial, posturas e gestos corporais), que regulam a interação social e a comunicação.
O prejuízo na comunicação é do mesmo modo marcante e persistente , afetando tanto as habilidades verbais quanto as não verbais.
Os portadores do transtorno autista têm padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamentos, interesses e atividades.
Aproximadamente 60% dos autistas apresentam valores de QI abaixo de 50, 20% deles oscilam entre 50 e 70 e outros 20% tem valores acima de 70.
A maioria mostra uma variação ampla de desempenho em testes diferentes e em ocasiões diferentes de aplicação dos testes. Muitas das crianças autistas apresentam habilidades especiais, como quebra-cabeças, mas manifestam grave retardo em outras áreas.
Sendo,portanto de vital importância um tratamento multidisciplinar específico para minimizar as dificuldades estabelecidas por essa patologia.
O autismo não pode ser diagnosticado apenas a partir de um só sintoma, é necessário que estejam presentes simultaneamente os sintomas principais o que acontece, por vezes, antes dos 3 anos.
Ao longo da vida há uma evolução dos sintomas, relacionada com as características dos diferentes níveis etários e com as características individuais. A pessoa com autismo é um indivíduo único e não deixa de passar por todas as etapas da vida como qualquer outro ser humano.
O bebé com autismo pode:
-demonstrar indiferença, falta de interesse pelas pessoas e pelo ambiente, medos estranhos;
-não dar resposta ou então dá respostas diferentes das dadas pelos outros bebés;
-ter problemas de alimentação, ou de sucção;
-ter falta de interesse pela comida; rejeição ou preferência por certos alimentos;
-ter problemas de sono;
-chorar muito ou nunca chorar.
Até aos 12 meses podem aparecer comportamentos repetitivos, restritivos ou estereotipados (bater palmas, rodar objectos, abanar a cabeça). A criança pode ter interesses obsessivos pela luz, por um brinquedo ou objecto. Pode tardar a andar.
Até aos 24 meses, manifesta-se a ausência ou dificuldade de comunicação verbal e gestual. A linguagem pode tardar ou não aparecer.
A criança pode não manifestar interesse pelas actividades de autonomia que começam geralmente nessa idade (querer comer sozinho e vestir-se sozinho); dá respostas inadequadas aos estímulos sensoriais: tem hipo ou hiper sensibilidade ao frio e ao calor, à luz, à dor ou a certas texturas. Há falta de correlação da causa efeito.
Depois dos 2 anos, a criança pode não brincar normalmente, não entrar em brincadeiras com pares ou com o grupo. A esta altura, os problemas do domínio cognitivo, especialmente de linguagem, começam a estar presentes.
A criança com autismo usa a ecolália frequentemente. Fala, utilizando padrões repetitivos e não usa o «sim» e o «não»; inverte os pronomes; escolhe palavras cujo som lhe agrada e repete-as fora do contexto. Não compreende os sentidos figurados.
O período dos 3 aos 6 anos é uma etapa muito difícil para a criança e para os pais, pois a deficiência manifesta-se claramente. Podem aparecer comportamentos agressivos, birras sem causa aparente, medos excessivos ou irracionais em situações diárias.
Dos 6 anos à adolescência alguns dos sintomas mais perturbadores de comportamento tendem a diminuir. Mas o autismo permanece, como uma incapacidade, para o resto da vida.
Com educação adequada, os sintomas podem não ser tão patentes e haver uma melhoria da qualidade de vida. Por outro lado, um ambiente inadequado ou a falta de uma educação apropriada, podem levar a uma regressão e/ou perda de capacidades previamente adquiridas e ainda à degradação de comportamentos como a auto-mutilação, gritos, destruição…
Características e Sintomas comuns:
Características e Sintomas comuns:
CAUSAS
Quando o autismo foi diagnosticado pela primeira vez há quase 60 anos, os psiquiatras acreditavam que se tratava de um distúrbio psicológico, reflexo das atitudes de maus pais, ou mais especificamente, de uma mãe fria e distante. Quer dizer: como se não bastasse a dificuldade de ter um filho autista, pelo menos duas gerações de pais ainda levaram a culpa pela síndrome de seus filhos. A partir dos anos 60, essa tese perdeu credibilidade e hoje ninguém tem mais dúvidas de que o autismo é um transtorno de origem biológica e nada ou pouco tem a ver com comportamento. Ainda não se sabe bem que regiões do cérebro seriam afetadas. Autópsias revelam que as células da região límbica responsável por mediar o comportamento social são menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupção precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso . Mas isto é apenas uma hipótese. Por trás dos fatores que determinam o autismo, diversas hipóteses vêm sendo levantadas, tais como:
Quando o autismo foi diagnosticado pela primeira vez há quase 60 anos, os psiquiatras acreditavam que se tratava de um distúrbio psicológico, reflexo das atitudes de maus pais, ou mais especificamente, de uma mãe fria e distante. Quer dizer: como se não bastasse a dificuldade de ter um filho autista, pelo menos duas gerações de pais ainda levaram a culpa pela síndrome de seus filhos. A partir dos anos 60, essa tese perdeu credibilidade e hoje ninguém tem mais dúvidas de que o autismo é um transtorno de origem biológica e nada ou pouco tem a ver com comportamento. Ainda não se sabe bem que regiões do cérebro seriam afetadas. Autópsias revelam que as células da região límbica responsável por mediar o comportamento social são menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupção precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso . Mas isto é apenas uma hipótese. Por trás dos fatores que determinam o autismo, diversas hipóteses vêm sendo levantadas, tais como:
Genética: Evidências colocam a genética como a mais provável causa do autismo. Irmãos de autistas têm 25 vezes mais chances de sofrer da síndrome. Entre irmãos gêmeos, essas chances são 375 vezes maiores. O mais intrigante é que apenas 20% dos autistas são do sexo feminino.
Doenças infecciosas: Pesquisas indicam que infecções pré-natais como rubéola, caxumba, sífilis e herpes podem estar relacionados com as causas de autismo. Mas não se sabe ainda qual interação de vírus e bactérias determinaria a ocorrência da síndrome. No Brasil, a pesquisadora paulista Eneida Matarazzo está publicando uma polêmica tese sobre o assunto. Médica do Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas em São Paulo, Eneida defende que alguns casos de autismo têm origem numa resposta errada do sistema imunológico a determinados tipos de vírus e bactérias. Depois de usar medicamentos imunossupressores em crianças que apresentaram quadros de autismo após infecções bacterianas, ela diz que conseguiu em alguns casos reverter os sintomas.
Intoxicação química e ambiental: Na cidade de Leomenster, em Massachusetts, Estados Unidos, foi encontrada uma incidência maior de autismo num local onde já esteve instalada uma fábrica de lentes para óculos de sol. O interessante é que a proporção mais alta de casos de autismo estava nas casas situadas exatamente na direção da fumaça trazida pelo vento das chaminés da fábrica. A hipótese é considerada em vários estudos sobre a incidência de autismo.
A prevenção deve ser vista como um programa abrangente de medidas dirigidas em três níveis:
Prevenção Primária: Não tendo tendo sido possível, até então determinar todas as causas que levam o Autismo, a Prevenção Primária acontece no níveis das prevenções das deficiências em geral, tais sejam: cuidados pré-natais, que envolvam a sistematização da obrigatoriedade de imunização de doenças próprias da infância, e aconselhamento genético.
Também devem ser considerados fundamentais os cuidados pré-natais como a atenção ao parto, atendimento da criança nível berçário e puericultura, para evitar e identificar procedimento quaisquer afecções que acometam nesse período.
Prevenção Secundária: Concebe-se uma possível identificação precoce dos primeiros sinais de atraso no desenvolvimento da criança que sugira um possível caso de autismo, que permita evitar a evolução para um quadro de autismo completo.
Prevenção Terciária: Concebe-se uma intervenção bio-psico-social para a habilitação do indivíduo autista de forma a possibilitar o resgate de suas potencialidades e promover o seu desenvolvimento.
TRATAMENTO
Uma educação altamente estruturada, previsível e voltada para o desenvolvimento de habilidades individuais, tem se mostrado muito eficiente em todo mundo. Habilidades de linguagem e sociais devem ser desenvolvidas o máximo possível.
As famílias necessitam de apoio, como todas as famílias onde um dos membros apresente um distúrbio permanente. Deve-se tomar cuidado em evitar conselheiros familiares não esclarecidos que, erroneamente atribuem autismo a atitudes ou comportamentos dos pais.
A assistência clínica de profissionais especializados como médico, fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga, pedagoga, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, nutricionista são fundamentais, podendo representar graus variados de evolução, bem como melhor entendimento dos transtornos autistas, melhoria nas relações interpessoais, representando melhora na qualidade de vida tanto das pessoas acometidas, como seus familiares e pessoas próximas.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Meu (minha) filho(a) não engatinha ou não engatinhou... Tem algo de errado nisso?
Esse é um questionamento que já me foi feito diversas oportuni-dades, e é algo que ocorre rotineiramente.
Lógico que, para os pais, qualquer sinal de anormalidade no desenvolvimento de seus filhos é preocupante...Mas não há motivo para pânico!
Desejo hoje, abordar alguns tópicos importantes, referentes a esse assunto!
De modo geral, as crianças desenvolvem várias maneiras de se locomover, antes de andar. Se o bebê senta, segura objetos e se comunica, não há com que se preocupar. Mas mesmo assim, é importante que o pediatra seja comunicado quando qualquer sinal de anormalidade seja observado, pois algumas deficiências neuromuscula-res e motoras podem ser detectadas nessa fase.
Os bebês podem ser estimulados, desde cedo, aproximadamente aos quatro meses, em cima de superfícies firmes, de diferentes texturas, e ao mesmo tempo confortáveis como acolchoados, para que possam virar-se, mover-se, ficar de bruços.
Essa estimulação é tão importante que pode ajudar a criança na hora de aprender a falar, escrever, enfim estar com sua estrutura neurológica preparada para funções superiores. É interessante proporcionar estas oportunidades para que o bebê movimente-se dessa maneira, mesmo que ele já esteja começando a andar.
Mas não basta simplesmente colocar a criança no piso. Ela precisa ter algum estímulo, como tentar buscar algum brinquedo próximo. Toda exploração é importante para o seu desenvolvimento motor. A maturação do sistema nervoso não se deve apenas pela maneira com a qual a criança explora o ambiente, mas também pelas respostas que o ambiente fornece a criança quando ela está explorando.
“O engatinhar não é um marco no desenvolvimento. O importante é andar”, diz Albert Bousso, pediatra do Hospital Albert Einstein.
Fonte:http://www.escolasoleil.com.br/188.htm
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI5620-15105,00.html
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI9754-15162,00.htm
http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_032.html
Lógico que, para os pais, qualquer sinal de anormalidade no desenvolvimento de seus filhos é preocupante...Mas não há motivo para pânico!
Desejo hoje, abordar alguns tópicos importantes, referentes a esse assunto!
De modo geral, as crianças desenvolvem várias maneiras de se locomover, antes de andar. Se o bebê senta, segura objetos e se comunica, não há com que se preocupar. Mas mesmo assim, é importante que o pediatra seja comunicado quando qualquer sinal de anormalidade seja observado, pois algumas deficiências neuromuscula-res e motoras podem ser detectadas nessa fase.
Os bebês podem ser estimulados, desde cedo, aproximadamente aos quatro meses, em cima de superfícies firmes, de diferentes texturas, e ao mesmo tempo confortáveis como acolchoados, para que possam virar-se, mover-se, ficar de bruços.
Essa estimulação é tão importante que pode ajudar a criança na hora de aprender a falar, escrever, enfim estar com sua estrutura neurológica preparada para funções superiores. É interessante proporcionar estas oportunidades para que o bebê movimente-se dessa maneira, mesmo que ele já esteja começando a andar.
Mas não basta simplesmente colocar a criança no piso. Ela precisa ter algum estímulo, como tentar buscar algum brinquedo próximo. Toda exploração é importante para o seu desenvolvimento motor. A maturação do sistema nervoso não se deve apenas pela maneira com a qual a criança explora o ambiente, mas também pelas respostas que o ambiente fornece a criança quando ela está explorando.
Do ponto de vista neurológico o fato da criança deixar de engatinhar e já sair andando não é um problema, desde que a criança esteja se desenvolvendo bem. Normalmente, as crianças devem vivenciar todas todas as etapas do desenvolvimento neuropsicomotor, mas se acontecer da criança "pular" a fase do engatinhar, não existe motivos para ficar apreensivo! Como mencionado anteriormente, dentro de todo o universo de atividades motoras da criança, se ela continuar a apresentar uma evolução dentro do normal, não devemos nos preocupar. Mas se a criança apresentar alguns comportamentos ou atividades motoras atípicas ou inadequadas, procure o pediatra ou um profissional adequado.
“O engatinhar não é um marco no desenvolvimento. O importante é andar”, diz Albert Bousso, pediatra do Hospital Albert Einstein.
É esperado que a criança ande até os 18 meses. Se depois disso ela ainda não andar, é melhor procurar a ajuda de um profissional para verificar se não há algum problema atrasando seu desenvolvimento.
Os adultos insistem em ajudar a criança oferecendo andado-res. Esse tipo de equipamento deve ser evitado porque faz a criança andar nas pontas dos pés, pode provocar acidentes, faz com que a criança não estimule a musculatura adequada para mantê-la em pé, além de interferir no refinamento das reações de equilíbrio e proteção em caso de queda, que são reações que o organismo aprende natu-ralmente com o decorrer do desenvolvimento normal.
ALGUMAS ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR
Neste link (http://www.estimulando.com.br/desenvolvimento.htm) segue uma descrição das principais etapas do desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Mas desde já, deixo bem claro que as etapas do desenvolvimento da criança não devem ser encaradas como regras, mas sim como norteadores!
Fonte:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI5620-15105,00.html
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI9754-15162,00.htm
http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_032.html
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
CHEGOU A NOSSA VEZ DE AJUDAR!
CAROS AMIGOS:
Hoje venho abordar um assunto diferente do habitual. Diferente sim, mas não menos importante!!!
Trata-se de algo de extrema relevância e primeira necessidade!
Os Blogueiros e Twitteiros de Blumenau criaram uma campanha para ajudar as vítimas das trajédias do RJ.
Todos nós sabemos como foi importante a mobilização de todo o país, quando passamos por situação semelhante em 2008.
Agora chegou a nossa vez de ajudar!!!
COMO E ONDE AJUDAR:
Os voluntários estarão recebendo as doações no dia 27/01, quinta-feira, na Vila Germânica, das 19h às 23h.
Obs: Faça a sua doação e ganhe um Bônus de R$ 2,00 para entrar na Oktoberfest de Verão (Sommerbierfest).
MATERIAIS DE EXTREMA NECESSIDADE:
*Colchoões
*Água mineral
*Leite em caixa e em pó
*Materiais de Limpeza (Vassouras, baldes, produtos de limpeza)*Fóstoros, velas e isqueiros
*Material de Higiene pessoal!
ATENÇÃO: ROUPAS E CALÇADOS JÁ ESTÃO ESTOCADOS EM QUANTIDADE SUFICIENTE NAS CIDADES AFETADAS!
Um abraço!
Gustavo Denti
domingo, 16 de janeiro de 2011
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)
Acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, refere-se a um dano sofrido pelas artérias que irrigam o cérebro, ocasionando uma lesão ás áreas irrigadas por essas artérias.
Existem dois grandes grupos de acidentes vasculares cerebrais: os isquêmicos e os hemorrágicos.
Acidente Vascular Isquêmico: consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada. Corresponde a aproximadamente 80 % dos casos de AVC. |
Acidente Vascular Hemorrágico: existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos. De modo geral, as seqüelas provenientes dos AVC hemorrágicos são mais graves, em virtude da ampla área afetada devido ao sangramento. |
FATORES DE RISCO PARA O AVC
Quase toda a prevenção do AVC é baseada no combate aos fatores de risco. Existem muitos, dentre esses, os principais são:
Hipertensão Arterial ou pressão alta: poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia.
Doenças Cardíacas: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. Se o coração não funciona corretamente, pode ocorrer uma uma dificuldade para o sangue alcançar cérebro, além dos outros órgãos, podendo levara uma isquemia. As principais situações em qúe isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas etc.
Colesterol: o colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais; ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação do LDL (colesterol “ruim”, presente nas gorduras de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (colesterol “bom”) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose (placas de gordura dentro das artérias).
Tabagismo: sempre devemos evitá-lo. Acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais concentrado ao longo dos anos, aumentando o risco de hipertensão arterial
Alcoolismo: quando isso ocorre por muito tempo, os níveis de colesterol se elevam; além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
Diabetes Mellitus: é uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. Está diretamente relacionada a hipertensão arterial. Diabetes Mellitus quando não está controlada pode elevar a pressão arterial, potencializando o risco de AVC.
Idade: com o avançar da idade, maior é o desgaste que o nosso organismo acumulou durante a vida. E isso inclui a conservação dos vasos sanguíneos (veias e artérias), força de contração do coração, dentre outros fatores. Mesmo assim, nada impede que uma pessoa jovem possa ter.
História de doença vascular anterior: pessoas que já tiveram AVC, infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC novamente devido a uma maior suscetibilidade em doenças vasculares. Por isso o correto acompanhamento mesmo após alguma doença vascular anterior é imprescindível.
Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
Sedentarismo: a falta de atividades físicas leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.
Todos esses fatores de risco estão diretamente interligados. A prevenção de um AVC está diretamente relacionada a prevenção dos fatores de risco, bem como acompanhamento médico regularmente caso possua alguns desses fatores de risco, bem como casos de AVC na família.
SINTOMAS
O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro atingida, do tamanho da área atingida, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico), do estado geral do paciente, etc.
De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para aquelas mais comuns:
· Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo, com dificuldade para se movimentar ou mesmo em paralisia de um lado da face;
· Alteração da linguagem, passando a falar com dificuldade ou sem conseguir se expressar, ou ainda sem conseguir entender o que lhe é dito;
· Perda de visão de um olho, ou parte do campo visual de ambos os olhos;
· Convulsões;
· Dor de cabeça súbita, podendo estar seguida de vômitos, sonolência ou coma; perda de memória, confusão mental e dificuldades para executar tarefas habituais (de início rápido).
Estas alterações não são exclusivas do AVC. Apenas servem de alerta de que algo está acontecendo, devendo procurar auxílio médico imediatamente.
DIAGNÓSTICO
O correto diagnóstico de AVC é baseado em avaliações clínicas, exames laboratoriais, exames de imagem, exames vasculares, dentre outros. O importante é que o paciente seja levado ao serviço médico mais próximo, para correto diagnóstico.
Sendo que, quanto mais rápido for o atendimento e a reabilitação, possivelmente menor será seqüela.
TRATAMENTO
De maneira geral, existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
Tratamento preventivo: inclui a identificação e controle dos fatores de risco.
Tratamento do acidente vascular cerebral agudo: inicialmente consiste na identificação do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), após isso, o tratamento é direcionado para as particularidades de cada caso, medicamentos, procedimentos e condutas específicos para cada paciente.
Reabilitação pós-acidente vascular cerebral: Hoje sabemos que outras áreas do cérebro, não afetadas por uma lesão, podem assumir determinadas funções realizadas por aquelas que foram lesionadas e ainda podem ocorrer regenerações de algumas pequenas partes. A este conjunto de fenômenos chamamos de neuroplasticidade.
A Importância da Fisioterapia no AVC
A presença do Fisioterapeuta junto ao paciente vítima de AVC é fundamental, por mais que o paciente ainda esteja internado em UTI (unidade de terapia intensiva), desde que o mesmo já esteja estabilizado. A fisioterapia destina-se a minimizar as seqüelas decorrentes do AVC e recuperar o máximo possível das funções perdidas, estimulando assim, a neuroplasticidade.
Além do que a quantidade de sessões de fisioterapia, mais importante é a qualidade da realização destas sessões. Um tratamento mais específico, focado na prevenção de deformidades e restauração das habilidades perdidas, que são necessárias para a realização de atividades básicas da vida diária estão em primeiro plano.
E sempre é válido lembrar, que a reabilitação bem-sucedida depende não somente das sessões de terapia, mas também do que acontece ao paciente durante as horas restantes do dia e da noite.
Por melhor realizada que seja a terapia, se durante o resto do tempo o paciente se movimentar com padrões anormais de movimento, as seqüelas aumentarão e a maior parte do que ele recuperar será perdida e não será incorporada para sua reabilitação.
É mais satisfatório e mais fácil para todos os envolvidos que o conceito de reabilitação precoce seja adotado logo após o AVC. Entretanto, o paciente que chegar na fase tardia também poderá alcançar o que foi perdido, porém, exigirá mais tempo porque simplesmente terá outros hábitos estabelecidos, dos quais podem ser difíceis de mudar (como sentar, levantar ou pegar um copo).
A neuroplasticidade é essencial para a reabilitação de paciente portadores de AVC. Baseado nisso, recomendamos sempre a terapia com profissionais especializados em Neurologia ou Conceito Neruroevolutivo Bobath.
Fonte:
domingo, 17 de outubro de 2010
"Em defesa da APAE"
TEXTO PUBLICADO NO JORNAL DE SANTA CATARINA - 16 E 17 DE OUTUBRO DE 2010
"Encerrado o debate sucessório estadual, um tema prioritário da agenda política do Vale do Itajaí é a revisão do corte de verbas para a Apae. A redução no repasse de recursos ameaça a continuidade do atendimento em diferentes unidades da região e expõe os usuários do serviço ao risco da falta de assistência sanitária. Em Blumenau, as transferências baixaram de R$ 88 mil para apenas R$ 15 mil por mês, valor insuficiente para a manutenção dos 78 mil atendimentos clínicos prestados a mais de 450 pacientes. Até o momento, o déficit nas contas da associação se situa em torno de R$ 400 mil. As consequências para o futuro da Apae são previsíveis.
A redução no valor dos repasses ocorreu devido a uma nova interpretação do governo do Estado a respeito de uma portaria do Ministério da Saúde sobre a forma de distribuição dos recursos. Simplificando a decisão, o que ocorreu foi o seguinte: antes as verbas vinham diretamente de Brasília para Blumenau, agora as transferências fazem uma escala técnica em Florianópolis. O problema é que lá se decidiu que o dinheiro que antes atendia a 30 Apaes de Santa Catarina agora se reparte entre 98 associações. Em síntese: ao invés de se buscar o incremento dos depósitos, aumentou-se o número de fatias de uma pizza que ficou do mesmo tamanho. Sobrou pra Blumenau, que abriga a maior unidade do Estado e oferece um atendimento que serve de referência para as demais instituições. A equipe multiprofissional oferece serviços de psiquiatria, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, pedagogia, nutrição e odontologia. Com o corte nos repasses, os serviços serão interrompidos. A pergunta, portanto, é esta: a quem vão recorrer as famílias atendidas pela Apae, se a rede pública de saúde não tem condições de assumir mais esses serviços?
O esvaziamento das atividades da Apae, efetivamente, representa uma sobrecarga à estrutura oficial do Estado, deixando desassistidos os usuários atualmente atendidos pela associação. A entidade não tem capacidade financeira para manter a atual equipe técnica e vê, assim, ruir um projeto que ao longo dos últimos anos estruturou um corpo de especialistas altamente gabaritado em diferentes áreas da saúde mental. Espero que os representantes que a região elegeu para a Assembleia Legislativa se empenhem na revisão das decisões do governo do Estado, sob pena de serem cúmplices de um lastimável retrocesso para a saúde pública no Vale do Itajaí." (Clóvis Reis)
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,3076667,15703
CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A APAE DE BLUMENAU:
EM DEFESA DA APAE
"Encerrado o debate sucessório estadual, um tema prioritário da agenda política do Vale do Itajaí é a revisão do corte de verbas para a Apae. A redução no repasse de recursos ameaça a continuidade do atendimento em diferentes unidades da região e expõe os usuários do serviço ao risco da falta de assistência sanitária. Em Blumenau, as transferências baixaram de R$ 88 mil para apenas R$ 15 mil por mês, valor insuficiente para a manutenção dos 78 mil atendimentos clínicos prestados a mais de 450 pacientes. Até o momento, o déficit nas contas da associação se situa em torno de R$ 400 mil. As consequências para o futuro da Apae são previsíveis.
A redução no valor dos repasses ocorreu devido a uma nova interpretação do governo do Estado a respeito de uma portaria do Ministério da Saúde sobre a forma de distribuição dos recursos. Simplificando a decisão, o que ocorreu foi o seguinte: antes as verbas vinham diretamente de Brasília para Blumenau, agora as transferências fazem uma escala técnica em Florianópolis. O problema é que lá se decidiu que o dinheiro que antes atendia a 30 Apaes de Santa Catarina agora se reparte entre 98 associações. Em síntese: ao invés de se buscar o incremento dos depósitos, aumentou-se o número de fatias de uma pizza que ficou do mesmo tamanho. Sobrou pra Blumenau, que abriga a maior unidade do Estado e oferece um atendimento que serve de referência para as demais instituições. A equipe multiprofissional oferece serviços de psiquiatria, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, pedagogia, nutrição e odontologia. Com o corte nos repasses, os serviços serão interrompidos. A pergunta, portanto, é esta: a quem vão recorrer as famílias atendidas pela Apae, se a rede pública de saúde não tem condições de assumir mais esses serviços?
O esvaziamento das atividades da Apae, efetivamente, representa uma sobrecarga à estrutura oficial do Estado, deixando desassistidos os usuários atualmente atendidos pela associação. A entidade não tem capacidade financeira para manter a atual equipe técnica e vê, assim, ruir um projeto que ao longo dos últimos anos estruturou um corpo de especialistas altamente gabaritado em diferentes áreas da saúde mental. Espero que os representantes que a região elegeu para a Assembleia Legislativa se empenhem na revisão das decisões do governo do Estado, sob pena de serem cúmplices de um lastimável retrocesso para a saúde pública no Vale do Itajaí." (Clóvis Reis)
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,3076667,15703
CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A APAE DE BLUMENAU:
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
HIDROCEFALIA
O que é Hidrocefalia?
Hidrocefalia vem do grego: hidro significa água, céfalo cabeça. Hidrocefalia é um acúmulo anormal de líquido (Líquido Cefalo-Raquidiano, liquor ou LCR) em áreas específicas do cérebro chamadas de ventrículos. O fluído cérebro espinhal é produzido nos ventrículos, circula através do sistema ventricular e é absorvido na corrente sangüínea. O fluído cérebro espinhal está em constante circulação e tem muitas funções importantes. Ele envolve o cérebro e a medula espinhal agindo como uma almofada de proteção contra ferimentos. O fluído cérebro espinhal contém nutrientes e proteínas que são necessárias para a nutrição e funcionamento normal do cérebro. Ele também carrega produtos eliminados dos tecidos adjacentes. Hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre o montante de fluído cérebro espinhal que é produzido e a quantidade que é absorvido. Por aumentar a quantidade de fluído cérebro espinhal, os ventrículos se dilatam e a pressão dentro da cabeça aumenta.
O que causa Hidrocefalia?
Basicamente há dois tipos de hidrocefalia: as congênitas e as adquiridas. “Nas congênitas (presente no nascimento), a dilatação das cavidades já está presente ao nascimento e ocorre por má-formação da medula espinhal, obstrução dos canais onde circulam o líquor, entre outros fatores genéticos ou ambientais – esse último, ainda sem grandes comprovações científicas. No caso das hidrocefalias adquiridas as principais causas são traumas, tumores, Espinha Bífida,cistos. meningites e hemorragias do encéfalo, e podem acontecer em qualquer faixa etária”. A hidrocefalia atinge, no mundo, cerca de uma em cada 500 crianças nascidas.
Não há modo conhecido para prevenir ou curar Hidrocefalia. Atualmente, o tratamento mais eficaz é a inserção cirúrgica de uma válvula. Um catéter, que é um tubo flexível colocado no sistema ventricular do cérebro, direciona o fluxo de fluído cérebro espinhal para outra parte do corpo, normalmente a cavidade abdominal ou uma câmara do coração, onde ele é absorvido.
tratamento para a hidrocefalia é medicamentoso podendo muitas vezes ser cirúrgico, o qual tem obtido resultados significativos com o uso de Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP ou válvula) com o objetivo de drenar o LCR em excesso nos ventrículos para outras cavidades corporais anulando a pressão causada pelo aumento ventricular. A válvula conjugada ao catéter mantém o fluído cérebro espinhal numa pressão normal dentro dos ventrículos. Este procedimento é executado por um neurocirurgião.
Embora também possa ser feita drenando o líquor para o átrio direito ou através de terceiro ventriculo, a forma mais utilizada é a derivação ventrículo-peritoneal (cavidade do abdomen) . Foram encontradas significantes diminuições na mortalidade e da morbidade em crianças hidrocéfalas após a introdução da válvula.
Podem ocorrer defeitos ou mesmo infecção na válvula por isso os familiares devem ser avisados e estarem atentos a possíveis problemas ocasionados pelas válvulas para que o quanto antes se tomem as devidas providências.
A Fisioterapia neuropediátrica tem obtido sucesso na reabilitação, dentro das capacidades de cada paciente, na hidrocefalia com objetivo de ganhar controle de cabeça e tronco, de membros superiores e nas atividades de vida diária (AVD) bem como na prevenção de contratura, problemas respiratórios e complicações que possam vir da própŕia doença.
Quais os efeitos da Hidrocefalia?
Desde o advento da válvula, cerca de vinte e cinco anos atrás, o prognóstico para a maioria das crianças com Hidrocefalia é otimista. Algumas crianças com Hidrocefalia terão inteligência abaixo do normal, incapacidade física e uma variedade de outros problemas médicos. Defeitos na válvula e infecções, atraso no desenvolvimento, incapacidade de aprendizado e problemas visuais não são incomuns. Os familiares precisam estar prevenidos das complexidades da Hidrocefalia ao longo da vida para assegurar que suas crianças recebam amplos cuidados e serviços de intervenção e terapia apropriados.
Fonte:
http://fgbezerra.sites.uol.com.br/hidro.htm#Causa
http://www.copacabanarunners.net/hidrocefalia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrocefalia
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Paralisia Cerebral (PC)

Litlle, em 1843, descreveu, pela primeira vez, a encefalopatia crônica da infância, e a definiu como patologia ligada a diferentes causas e característi-cas, principalmente por rigidez muscular.
Me 1862, estabeleceu a relação entre esse quadro e o parto anormal.
Freud, em 1897, sugeriu a expressão paralisia cerebral (PC), que, mais tarde, foi consagrada por Phelps, ao se referir a um grupo de crianças que a-presentavam transtornos motores mais ou menos severos devido à lesão do sistema nervoso central, semelhantes ou não aos transtornos motores da Sín-drome de Little.
A paralisia cerebral designa um grupo de afecções do SNC da infância que não têm caráter progressivo (“não piora com a idade”) e que apresenta clinicamente distúrbios da motricidade, isto é, alterações do movimento, da postura, do equilíbrio, da coordenação com presença variável de movimentos involuntários.
A definição mais adotada pelos especialistas é de 1964 e caracteriza a PC como "um distúrbio permanente, embora não invariável, do movimento e da postura, devido a defeito ou lesão não progressiva do cérebro no começo da vida."
A paralisia cerebral (PC) é caracterizada por uma alteração dos movimen-tos controlados ou posturais dos pacientes, aparecendo cedo, sendo secundá-ria a uma lesão, danificação ou disfunção do sistema nervoso central (SNC) e não é reconhecido como resultado de uma doença cerebral progressiva ou degenerativa. O evento lesivo pode ocorrer no período pré, peri ou pós-natal (antes, durante ou após o parto, sendo ainda na infância).
As encefalopatias crônicas da infância incluem numerosas afecções com várias etiologias e quadros clínicos diversos tendo em comum o fato de afeta-rem o sistema nervoso central das crianças com um caráter crônico. Um sub-grupo de pacientes é formado por afecções de caráter progressivo que vão se agravando lenta ou rapidamente, e outro subgrupo apresenta caráter não pro-gressivo e tendência à regressão (recuperação) espontânea, maior ou menor, à medida que o tempo vai passando.
Embora o desenvolvimento da criança normal seja a base sobre a qual o desenvolvimento anormal é avaliado, disto não decorre que a avaliação e o tratamento devam depender de uma aderência estrita aos estágios de desen-volvimento normal. Mesmo crianças normais mostram muitas variações das seqüelas de desenvolvimento normal e dos padrões de desenvolvimento esta-belecidos para a criança média. A criança com paralisia cerebral mostrará vari-ações adicionais em virtude das dificuldades neurológicas e mecânicas.
INCIDÊNCIA
A incidência das moderadas e severas está entre 1,5 e 2,5 por 1000 nasci-dos vivos nos países desenvolvidos; mas há relatos de incidência geral, inclu-indo todas as formas de 7:1000. Nestes países, calcula-se que em relação à crianças em idade escolar freqüentando centros de reabilitação, a prevalência seja de 2/1000.
Na Inglaterra admite-se a existência de 1,5/1000 pacientes. No Brasil não há estudos conclusivos a respeito e a incidência depende do critério diagnósti-co de cada estudo, sendo assim, presume-se uma incidência elevada devido aos poucos cuidados com as gestantes.
Nos EUA, admite-se a existência de 550 a 600 mil pacientes sendo que há um aumento de 20 mil novos casos a cada ano.
Segundo Salter (1985), há muitas causas de paralisia cerebral; e qualquer condição que leve a uma anormalidade do cérebro pode ser responsável. As causas mais comuns são: desenvolvimento congênito anormal do cérebro, particularmente do cerebelo; anóxia (falta de oxigênio) cerebral perinatal (durante o parto), especialmente quando associada com prematuridade; lesão traumática do cérebro, no nascimento, geralmente decorrente de trabalho de parto prolongado, ou uso de fórceps; eritroblastose por incompatibilidade Rh; infecções cerebrais (encefalite) na fase inicial do período pós-natal.
Entretanto, como a paralisia cerebral é raramente diagnosticada até pelo menos vários meses após o nascimento, a causa precisa da lesão cerebral numa criança é freqüentemente especulativa.
TIPOS DE PC
As crianças com PC têm como principal característica o comprometimento motor, que influencia no seu desempenho funcional. De acordo com Sch-wartzman (1993) e Souza & Ferraretto (1998), a PC pode ser classificada por dois critérios:
1.Tipo de disfunção motora presente (o quadro clínico resultante):
a) extrapiramidal ou discinético( distúrbios do movimento) sendo os descritos abaixo: a1) atetóide: é o fluxo contínuo de movimentos lentos, sinuosos, de contorção, geralmente nas mãos e nos pés. A coréia e a atetose podem o-correr simultaneamente (coreoatetose).
a2) coréico: consiste em movimentos involuntários, breves, es-pasmóticos, como movimentos de dança, que começam em uma parte do cor-po e passam a outra de forma brusca e inesperada e, freqüentemente, de mo-do contínuo.
a3) distônico: contrações musculares involuntárias, contínuas, repetidas e lentas podem causar “congelamento” no meio de uma ação, assim como movimentos de rotação ou de torção do tronco, do corpo inteiro ou de segmentos do corpo.
b) atáxico: significa a perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários, é um sintoma que faz parte do quadro clínico de numerosas doen-ças que comprometem o sistema nervoso. A perda de coordenação pode afetar os membros, a fala, os movimentos dos olhos ou de outras regiões do corpo. Os sintomas geralmente decorrem de disfunções do cerebelo (parte do cérebro responsável pela coordenação motora), lesões na medula espinhal, neuropatia periférica ou de uma combinação desses fatores.
c) misto: É a associação das manifestações anteriores, correspondendo, geralmente, ao encontro de movimentos distônicos e córeo-atetóides ou à combinação de ataxia com plegia (sobretudo diplegia).
d) espástico: é a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e das pernas. Acontece quando se verifica uma lesão numa parte do sistema nervoso central que controla os movimentos voluntários. Cerca de 75% dos pacientes doentes com paralisia cerebral apresentam padrão espástico.
2. Topografia dos prejuízos (localização do corpo afetado):
a) quadriplegia: Ocorrem de 9 a 43% dos pacientes. O paciente apresenta os quatro membros (braços e pernas) acometidos de maneira homogênea. Ocorrem lesões difusas bilateral, podendo acarretar em hipomimia (di-minuição ou ausência da expressão mímica, tanto em gestos como em movi-mentos que acompanham em certos transtornos psicopatológicos), disfagia (dificuldade em deglutir) e disartria (má coordenação dos músculos da fala), podendo ocorrer ainda microcefalia (o tamanho da cabeça é menor do que o tamanho típico para a idade do feto ou criança), deficiência mental e epilepsia (A epilepsia é um distúrbio de origem cerebral causado pela predisposição a gerar crises epilépticas)
b) monoplegia: Ocorrência mais rara, caracteriza-se pelo comprometimen-to de um só membro do corpo. O diagnóstico de monoplegia indica o compro-metimento mais sério de um membro
c) diplegia: Ocorre em 10 a 30 % dos pacientes, sendo a forma mais en-contrada em prematuros. Trata-se de um comprometimento onde os 4 mem-bros estão afetados, porém os membros inferiores mais afetados do que os superiores. Comumente evidenciando uma acentuada hipertonia dos adutores (músculos região interna da “coxa”), que configura em alguns doentes o aspecto semiológico denominado síndrome de Little (postura com cruzamento dos membros inferiores e marcha "em tesoura"). Há diferentes gradações quanto à intensidade do distúrbio, podendo ser pouco afetado (tendo recuperação e bom prognóstico _ adaptam-se à vida diária); enquanto outros evoluem mal com graves limitações funcionais. Os dados semiológicos são muito variáveis. No 1º ano de vida, a criança apresenta-se hipotônica, evoluindo gradativamente para uma outra fase em que se observa um quadro de distonia (alteração do tônus) intermitente, com tendência ao opistótono (Posição do corpo em que a cabeça, o pescoço e a coluna vertebral formam um arco côncavo para trás, apoiando-se o doente na cabeça e nos calcanhares. Resulta da contração sustentada dos músculos posteriores do pescoço e do tronco,) quando estimulada. Nos casos mais graves a criança pode permanecer num destes estágios por toda a sua vida, porém geralmente passa a exibir hipertonia espástica, inicialmente extensora e, finalmente, com graves retrações semiflexoras.
d) hemiplegia: É a manifestação mais freqüente, afetando um lado do cor-po (hemicorpo) com maior comprometimento do membro superior; acom-panha-se de sinais como espasticidade , hiper-reflexia O paciente assume atitude em semiflexão do membro superior, permanecendo o membro inferior hiperestendido e aduzido, e o pé em postura eqüinovara. É comum hipotrofia dos segmentos acometidos, sendo também possível a ocorrência de outras hemi-hipoestesia(Diminuição da sensibilidade de uma metade do corpo) ou hemianopsia (Défici visual de um lado).
DISTÚRBIOS ASSOCIADOS
Além do distúrbio motor, o quadro clínico pode incluir também outras manifestações acessórias com freqüência variável:
1.Deficiência mental: Ocorre de 30 a 70% dos pacientes. Está mais asso-ciada às formas tetraplégicas, diplégicas ou mistas;
2. Epilepsia: Varia de 25 a 35% dos casos, ocorrendo mais associado com a forma hemiplégica ou tetraplégica;
3. Distúrbios da linguagem;
4. Distúrbios visuais : Pode ocorrer perda da acuidade visual ou dos mo-vimentos oculares (estrabismo);
5. Distúrbios do comportamento : São mais comuns nas crianças com inteligência normal ou limítrofe, que se sentem frustradas pela sua limitação motora, quadro agravado em alguns casos pela super proteção ou rejeição familiar;
6. Distúrbios ortopédicos: Mesmo nos pacientes submetidos à reabilita-ção bem orientada, são comuns retrações fibrotendíneas – encurtamentos musculares (50%) cifoescoliose (15%), "coxa valga"(5%) e deformidades nos pés, luxações de quadril, etc...
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de PC usualmente envolve retardo ou atraso no desenvolvi-mento motor, persistência de reflexos primitivos, presença de reflexos anor-mais, e o fracasso do desenvolvimento dos reflexos protetores, tal como a res-posta de pára-quedas, caracterizada pela extensão dos braços como se a cri-ança fosse apoiar-se e com isso apoio do corpo sobre os braços.
De acordo com a intensidade e a natureza das anormalidades neurológi-cas, um eletroencefalograma (EEG) e tomografia computadorizada (TC) ini-ciais podem estar indicados para determinar a localização e extensão das lesões estruturais ou malformações congênitas associadas. Exames adicio-nais podem incluir testes das funções auditiva e visual. Como a Paralisia Cerebral geralmente está associada a um amplo espectro de distúrbios do de-senvolvimento, uma abordagem multidisciplinar é mais benéfica na avaliação e tratamento dessas crianças.
TRATAMENTO
O Tratamento medicamentoso limita-se, em geral, ao uso de anticonvulsi-vantes, quando necessários e mais raramente medicamentos psiquiátricos para tentar o controle dos distúrbios afetivo-emocionais e da agitação psi-comotora ligada à deficiência mental, e medicamentos para controlar a es-pasticidade.
A fisioterapia exerce um papel muito importante na reabilitação dos porta-dores de PC. O principal objetivo da fisioterapia consiste na inibição da ativida-de reflexa anormal para normalizar o tônus muscular e facilitar o movimento normal, com isso haverá uma melhora da força, da flexibilidade, da amplitude de movimento (ADM), dos padrões de movimento e, em geral, das capacidades motoras básicas para a mobilidade funcional. As metas de um programa de reabilitação são reduzir a incapacidade e otimizar a função.
Outros profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros; exercem papel muito importante na reabilitação de portadores de PC. Todos juntos, formam uma equipe multi-disciplinar, visando a melhora do quadro clínico, maior independência funcio-nal, melhora da auto-estima, entre outros benefícios
O tratamento deve ser o mais precoce possível. Se a criança ainda for muito pequena, tendo movimentos mais primários que anormais, podemos auxiliá-la a estabelecer os esquemas mais fundamentais de um modo quase normal seguido tão de perto quanto possível às etapas do desenvolvimento motor da criança normal.
É de extrema importância que os pais e familiares estejam sempre aten-tos ao desenvolvimento motor de seus filhos. Estas etapas do desenvolvimen-to, que são amplamente divulgados na literatura, internet, entre outros meios, não são regras! São apenas norteadores!
Pequenos atrasos no desenvolvimento podem ocorrer, mas a qualquer sinal de anormalidade ou dúvida, procurem o pediatra de seu filho ou um pro-fissional adequado.
Fonte:
http://www.educacaofisica.com.br/glossario_mostrar.asp?id=323
http://www.epilepsiabrasil.org.br/
http://www.unifesp.br/dneuro/neurociencias/vol12_1/paralisia_cerebral.htm
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/10/glo_id/9003/menu/2/
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2560/
http://www.informacao.srv.br/cpb/htmls/paginas/projeto/monoplegia.html
http://mmspf.msdonline.com.br/pacientes/manual_merck/secao_06/cap_067.html
http://genoma.ib.usp.br/pesquisas/doencas_ataxias-progressivas.php
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